terça-feira, 9 de novembro de 2010

Foi assim...

Procurou permanecer calada, sem se mexer muito, as vezes um sinal positivo com a cabeça, um esboço de um sorrisinho no canto da boca, sem deixar transparecer nada do q havia pensado sobre ele. Era primeira vez q sentia-se radiante perto de alguém.
Segundo oq lhe disseram, não era de confiança, um forasteiro, pirata, abutre, mal carater, que apareceu por aquelas bandas, as mulheres erguiam as sombrancelhas ao passar por perto, esnobavam gesticulando com a cabeça, outras abaixavam as saias, escondendo mais ainda os joelhos, ela sempre imitava as atitudes de todas mulheres, mas por dentro o coração flamejava.
Falaram pra que mudasse o caminho, evitar passar por perto de onde ele ficava, ali onde sempre, tomava cachaça, cuspia no chão, sua barba cerrada, demonstrava um certo desleixo, seus olhos de capitão do mar, instigante, talvez nem tanto os olhos, mas o seu complexo olhar, misterioso, dúbio.
Uns diziam q era um cacheiro viajante, outros diziam que era só um vaqueiro de outras terras, ouviu-se dizer que veio visitar alguns parentes por ali, mas quais parentes em uma cidade tão pequena onde todos se conheciam? ninguém sabia dizer.
Ela sempre voltava para aquela imagem, das mãos amarrando a botina, com os pés mal educados em cima da cadeira de lata do bar. (...)

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